03/05/2016

Entrevista: Nina Spim



Nina Spim é uma escritora sonhadora dotada de blue feelings. Acredita no amor, em sorrisos e olhares sinceros, na gentileza e em tudo aquilo que é sutil. É acadêmica do curso de Jornalismo na PUC-RS. Autora dos contos “Heart and Love” e “Coisas, definitivamente, de Amélia”, das Antologias Amor nas Entrelinhas e Aquarela, respectivamente, pela Andross Editora. Autora dos contos "Caleidoscópio", "Imersão" e "Sutilmente", publicados na Amazon, e do conto "Roda-gigante", publicado online na revista Fluxo. Colaboradora nos sites CONTI outra, Sábias Palavras e Revista Pólen.
 A aspiração pela escrita surge para os escritores de diversas formas. Como ela surgiu para você?

Ao contrário de muitos escritores que cresceram com o sonho de se tornarem um, ser escritora nunca foi um sonho para mim, nunca nem passou pela minha cabeça. Até que, aos 16 anos, percebi que, por ler bastante, gostava muito de imaginar as minhas próprias histórias. Dos 16 aos 18 anos, acumulei pilhas de páginas escritas à mão, que narravam sobre pessoas que não eram nada como eu. Depois de muito ler fanfics – leio-as desde os 15 anos – percebi que um ótimo canal para “testar” a minha habilidade com a escrita seria publicando uma fanfic. E deu certo – dá certo até hoje.

2. Meu marido me disse que quando era adolescente, ele tentou escrever um livro sobre seu alter ego fodão e popular. Pra ele, literatura é para se realizar em algum aspecto. Para você, o que ela é?

Sempre considerei a literatura um meio de formação, porque foi este aspecto dela que me fez tornar leitora – e depois escritora. A minha realização enquanto escritora não é ter um alter ego aceito por unanimidade, mas ter uma história que toque as vidas dos outros de algum modo – seja por causa da formação, da representatividade ou da aversão. Não importa bem o porquê, desde que eu saiba que ela foi importante para alguém.


3. Algumas perguntas nunca deixarão de serem feitas aos escritores. Esta inclusive é uma delas. No seu romance ainda não publicado, nos seus contos, nas fanfics que você escreveu, seus personagens possuem algo de você?

Todos eles. Dos principais aos em segundo plano. Não posso dizer que uma única personagem sou eu em específica história, pois acho que eu me dôo muito a todos os pedaços das minhas narrativas e, em todos eles, acabam ficando partezinhas de mim.


4. É possível que alguém escreva simplesmente por escrever? Ou existe algo maior que o leva a escrever uma história?


Olha, eu acredito que tem gente que escreva por dinheiro, assim como acredito que tem gente que escreva pelo prazer e pelo amor. Acho que isso depende da pessoa. No meu caso, é para botar pra fora muita coisa. A escrita é a forma de comunicação com a qual me dou melhor e foi por causa disso que comecei a escrever: para me expressar, tentar me entender, tentar entender aos outros e tentar que os outros me entendam.


5. Você escreveu um romance original, dois contos e escreve poesias. Temos aqui gêneros literários distintos que requerem de você habilidades distintas. Porém, qual desses três você sente que se relaciona melhor?

Gosto da continuidade do romance, dessa coisa de “colocar um tijolo por dia”. Mas, desde que me iniciei no conto, é um gênero que tenho cada vez mais entendido e apreciado. No meu caso, acho que depende da história que quero escrever, não do gênero que quero inseri-la. A minha habilidade na poesia oscila muito, mas é algo que venho aprendido e gostado cada vez mais.


6. Você estuda jornalismo, e basicamente o jornalista procura e apura (sem contar que meu estereótipo dele é de alguém que faz muitas perguntas e constantemente com um papel na mão). Isso te ajuda de alguma forma na hora de escrever?

Nunca, porque eu costumo pensar que sou mais escritora do que jornalista. Apesar de a literatura e o jornalismo impresso/digital serem comunicações que têm a mesma base (o texto), são formas distintas de fazê-lo. O jornalismo não lida com a imaginação, lida com o concreto, com o fato. Isso, por si só, já o difere bastante da literatura.


7. Preciso saber: você sente que é mais produtiva na escrita à noite ou de dia?

Vale de madrugada? Hahaha. Sempre fui muito mais coruja.


8. Você é autora de um gênero só (como Stephen King com o terror e J. R. R. Tolkien com a fantasia), ou você é uma autora flexível? Por exemplo, algum dia, honestamente, você acha que poderá escrever algo diferente do que já escreveu até hoje?

Eu já escrevo. Se você perceber, meus trabalhos não seguem um padrão. E acho que isso se deve muito ao fato de eu ter querido sair da minha zona de conforto – acho ótimo você se especializar numa só coisa, mas acho mais divertido e mais proveitoso ter outras experiências literárias. Isso sempre acaba agregando lições no meu lado privado.


9. Você lê mais do que escreve ou escreve mais do que lê?

Ultimamente, estou mais lendo do que escrevendo. Depende muito do momento da minha vida.


10. Eu li apenas o seu conto, Sutilmente, e foi o suficiente para eu te admirar como escritora. Enquanto leitor, o que faz um autor ser admirado por você?

Difícil responder, porque cada autor me toca de um jeito diferente. Mas, de forma geral, é quando suas histórias, mesmo depois de lidas, continuam nos meus pensamentos por causa de alguma lição, de seus personagens ou da temática.


11. Para finalizar, você tem alguma dica de escrita para escritores que estão escrevendo seu primeiro livro?

Acredite naquilo que escreve, primeiramente. E, depois que tudo estiver escrito, revise quantas vezes for preciso, porque isso é uma forma de lapidar a primeira versão. Conheça o português e regras de narrativa.


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2 comentários:

  1. Ahhhh, a nina é um amor de pessoa <3 e uma otima escritora tbm!
    Adorei a entrevista!
    http://b-uscandosonhos.blogspot.com.br/

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  2. Oi Viviane!
    Não conhecia a autora, mas fiquei interessada em conhecer o trabalho dela.

    Beijos,
    Epílogos e Finais

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