28/06/2016

Resenha: A Profecia do Pássaro de Fogo

Título: A Profecia do Pássaro de Fogo
Autor(a): Melissa Grey
Editora: Seguinte
Páginas: 355
Onde comprar: Saraiva
Mais informações no Skoob
No subterrâneo de lugares onde é muito difícil chegar, duas antigas raças travam uma guerra milenar: os Avicen, pessoas com penas no lugar de cabelos e pelos; e os Drakharin, que têm escamas sobre a pele. Ambas possuem magia correndo nas veias, o que os esconde de todos os humanos menos de uma adolescente chamada Echo. Echo conheceu os Avicen quando era criança, e desde então eles são sua única família. A pedido de sua tutora, a garota começa uma jornada em busca do pássaro de fogo, uma entidade mítica que, segundo uma velha profecia, é a única forma de acabar com a guerra de vez. Mas Echo precisa encontrar o pássaro antes dos Drakharin, ou então os Avicen podem desaparecer para sempre

A Profecia do Pássaro de Fogo é uma fantasia urbana, em que seres mágicos vivem numa realidade paralela a nossa e que transitam de um mundo para o outro. Podemos esbarrar na rua com príncipes dragões e Avicen da mesma forma com que os caçadores das sombras em o Os Instrumentos Mortais, e anjos e demônios em Feitas de Fumaça e Osso. 


Na verdade, o que me impulsionou a ler esse livro foi justamente terem falado que se parecia com esse último, que logo relacionei a essa ideia primária de mundo real x mundo paralelo se coexistirem. Porém, o livro não apenas tratam de uma mesma temática, eles são basicamente a mesma história, só mudando a mitologia. 

Numa resenha de Fúria Vermelha e de Corte de Espinhos e Rosa, eu cheguei a criticar as pessoas que comparam um livro ao outro devido a uma ou duas ou mais similaridades. Pois bem, eu mordi a língua, porque foi impossível não relacionar esse livro com Feita de Fumaça e Osso e Os Instrumentos Mortais. Não pela temática, mas pelos acontecimentos. Por exemplo, em Feita de Fumaça e Osso são um casal saído de dois povos que se odeiam, e assim acontece nesse livro. Em Feita de Fumaça e Osso o casal principal acredita que os dois povos podem se tornar amigos, é o objetivo desse livro também. Eu não sou fã de Instrumentos Mortais, só li o primeiro livro, mas que gostei, e foi o bastante pra me incomodar e relacionar Jaspen com Magnus Bane. Sério, era como se eu estivesse lendo o Magnus. Dorian ama Caius (o príncipe Drakharin) e que são como se fossem um parabatai. Jaspen é gay e que se interessa por Dorian. Dorian e Jaspen são as mesmas coisas que Alec e Magnus. Isso me irritou demais e não engoli os dois. 

Revirar os olhos num livro não é bom. É impossível um livro não ter referências a outros, mas esse aqui tem demais. Eu acredito em coincidências criativas, mas essa coincidência é demais. Sinto muito, mas o que pareceu foi que a autora pegou Feita de Fumaça e Osso e transformou na A Profecia do Pássaro de Fogo. Foi frustrante. Até sentimentos e lembranças de duas mulheres num mesmo corpo existe, e até o drama de “não sei se o que sinto é eu sentindo ou ela” existe. 

Bem, no começo Echo tinha um relacionamento, um namorado. Eles nem chegaram a terminar e ela já estavam amando outro. Pode ser que no próximo livro o relacionamento dela com o ex possa ser mais explorado, mas nesse primeiro definitivamente não. Porque se não houver, a participação de Rowan seria facilmente descartada. Ninguém sentiria falta dele ou teria alguma relevância. Nem sei por que ele estava no livro. 

A revelação do pássaro de fogo não foi uma revelação para mim. Na verdade, eu já esperava por isso. Nada foi revelador e novo, mas... pra quem não leu Os Instrumentos Mortais e Feita de Fumaça e Osso talvez possa gostar desse livro, ou pra quem leu e tem certeza de que não se incomodará com as referências. O que não foi o meu caso.

7 comentários:

  1. Oi Vivi tudo bem? nossa eu odeio quando isso acontece, parece que alguns autores tem preguiça de criar algo novo, esquecem o que é ser escritor e resolvem copiar as estórias como receita de bolo, tinha gostado muito da capa desse livro mas depois de ver sua opnião fiquei desanimada, a trama me lembrou muito uma série chamada Firelight da Sophie Jordan já ouviu falar?

    Bjs
    http://www.leituraentreamigas.com.br

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    1. Já! Já li esse livro, e ele é incrível. Só que aqui é ao contrário, rs.

      Beijos

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  2. Oi
    pena que não gostou desse livro e que a autora foi muito sem criatividade por pegar duas histórias diferentes, quando eu vi a sinopse dele me chamou a atenção e a capa é linda, pena que a história não foi tão boa.

    momentocrivelli.blogspot.com.br

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  3. Eita Sil!!! Livros iguais, poxa! Não conheço nenhum dos citados, mas muitos vezes quando leio livros parecidos eu fico perguntando se tem mesmo coincidências rsrsrs

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  4. Oi, Vivi!
    Essa é a primeira resenha meio negativa que leio sobre esse livro.
    Eu li as duas séries, então bem capaz que vou me incomodar com os detalhes que você mencionou na resenha.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe da promoção de aniversário do blog Crônica sem Eira

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  5. Não li nenhuma das série mencionadas, mas acho que também não gostaria se a autora repetisse coisas em um novo livro, dá uma sensação de que a questão não é criar uma história é vender mais e mais, muito chato isso!

    Beijos
    Dani Cruz
    blog-emcomum.blogspot.com.br
    Twitter - @blogemcomum / Insta - @blogemcomum / Fanpage Em Comum

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  6. Oi Vivi, tudo bem? Que chata essa situação :(
    Esses dias vi um caso assim. Mas a autora copiou o próprio livro hahahah. Era muito igual. As situações, as propostas, tudo :P
    Mas pelo menos não é crime e nem tão feio hahahhaha
    Eu tenho vontade de ler esse livro, mas agora fiquei meio assim :3 Eu ainda não li os outros, mas não sou fã de autores sem criatividade ;)
    Beijoooos
    http://profissao-escritor.blogspot.com.br/

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