13/03/2017

Resenha: A Rosa e a Adaga

Título: A Rosa e a Adaga
Autor(a): Reneé Ahdieh
Editora: Globo Alt
Páginas: 366
Onde comprar: Saraiva
Mais informações no Skoob
A esperada continuação de A Fúria e a Aurora, inspirado no clássico As mil e uma noites Sherazade chegou a acreditar que seu marido, Khalid, o califa de Khorasan, fosse um monstro. Mas por trás de seus segredos, ela descobriu um homem amável, atormentado pela culpa e por uma terrível maldição, que agora pode mantê-los separados para sempre. Refugiada no deserto com sua família e seu antigo amor, Tariq, ela é quase uma prisioneira da lealdade que deve às pessoas que ama. Mas se recusa a ficar inerte e elabora um plano. Enquanto seu pai, Jahandar, continua a mexer com forças mágicas que ele ainda não entende, Sherazade tenta dominar a magia crescente dentro dela. Com a ajuda de um tapete velho e um jovem sábio e tempestuoso, ela concentrará todas as suas forças para quebrar a maldição e voltar a viver com seu verdadeiro amor.

Assim que eu acabei de ler A Fúria e a Aurora corri doida atrás da sequência e até cogitei ler em inglês, mas então o tempo passou e consegui ler A Rosa e a Adaga. Bem, definitivamente o livro me decepcionou. O que pareceu para mim foi que os eventos foram jogados no enredo apenas para preencher a história até chegar no final, porque o principal evento ficou sem sentido. Aqueles pessoas com poderes excepcionais no livro existiram por nada! Não houve uma grande causa nem um vilão à altura. Não houve clímax, não houve êxtase. Não houve sentido para tudo.


Sherazade foi levada por Tariq a pedido de Jahandar com a caravana de seu pai justamente para mantê-la segura de Khorasan, isso foi até o ápice do livro anterior. Mas Sherazade ''magicamente'' podia ir da tenda até Khalid ''num piscar de olhos'' que ficou sem sentido então ela continuar afastada dele. Ela ia de um lado para o outro quando bem entendesse, então por que eles se afastaram em primeiro lugar? As coisas envolvendo Sherazade foram muito mal explicadas nesse livro.

Khalid, que no livro anterior foi um amor, nesse livro ele ficou sem personalidade. Eu senti muita inveja da Sherazade no primeiro livro, mas ele perdeu a graça com sua amada ditando o que fazer  e passando lição de moral nele o tempo todo. Ela ficou agindo como o último biscoito do pacote, a especial, a importante, a perfeita, a quem sempre tem razão, e isso a fez ficar muito chata nesse livro. A relação do arqui-inimigo de Khalid foi outra coisa que me incomodou, o triângulo amoroso foi resolvido muito pacificamente para alguém que amava a amiga de infância há muito tempo. Quanto a Tariq nem teve importância que nem vale a pena comentar. Jahandar teve uma participação especial no começo e no final apenas. Entre outros. A sensação que tive foi que tudo estava superficial. Eu definiria o livro como raso. Se juntasse o livro um e dois seria o suficiente. Não houve história o bastante para um segundo livro.


Um comentário:

  1. Fiquei bem decepcionada, uma amiga me indicou A Fúria e a Aurora e ela me deixou super animada para ler, mas o segundo não vai ser tão bom, poxa que pena.
    Beijos!!!!
    https://minhasescriturasdih.blogspot.com.br/

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