28/06/2017

Resenha: Guerra do Rock


Título: Guerra do Rock
Autor: Robert Muchamore
Editora: 320
Páginas: Rocco Jovens Leitores
Livro cedido em parceria com a editora Rocco
Doze bandas, três jovens, uma competição que pode mudar suas vidas para sempre. Ambientado no subúrbio de Londres, Guerra do rock é um romance original e emocionante sobre música, sonhos e a difícil passagem para a vida adulta, protagonizado por três jovens de personalidades e origens diferentes, cujos destinos se cruzam numa batalha de bandas. Jay toca guitarra e sempre sonhou em ser músico; Summer cuida da avó e tem uma voz maravilhosa; Dylan estuda numa escola de elite e não liga muito para nada, mas acaba obrigado a se juntar a uma banda por um de seus professores. Com referências musicais que vão de Led Zeppelin e Beatles a Metallica e Coldplay, entre muitas outras, o livro acompanha a trajetória dos três personagens ao longo do eletrizante reality show Guerra do rock, uma espécie de The Voice de bandas de rock, e aborda temas como relações familiares, drogas, delinquência juvenil, conflitos raciais e distúrbios psicológicos.

Como alguns já perceberam aqui em postagens anteriores eu adoro um bom e velho rock, então claro que quando chegou A Guerra do Rock eu fui logo querendo ler — mesmo que eu tenha feito o pedido para a Nathalia. Hehehe! Mas como resistir à alguns adolescentes indo participar de uma batalha de bandas? Esse não é o tipo comum de coisas que eu eu vejo na minha cidade, então nada como ver isso no mundo fictício.

O livro tem três personagens principais: Jay, Summer e Dylan. Os três vivem realidades bem diferentes, mas que acabam levando-os a um mesmo caminho: a música. Jay tem um amor pela música desde que se conhece por gente e leva muito a sério essa coisa de ter uma banda, então grande parte de seu propósito no livro é poder ter a banda perfeita para um dia ser um grande rock star. É de se admirar isso nele, já que eu sei que muitas bandas que eu gosto e admiro começaram quando seus idealizadores eram apenas adolescentes. Então o principal motivo de eu ter gostado de Jay foi esse. Obviamente ele também é um clichê desses caras do mundo da música: sofre bullying e tem uma família fora dos padrões. Claro que são coisas que apenas o motiva mais a seguir seu sonho. Summer já é uma personagem mais... sofrida, digamos assim. Ela vive somente com a avó que tem sérios problemas de saúde e depende da menina o tempo inteiro. Ela não tem nenhuma aspiração a ser rock star, mas a oportunidade bate a sua porta. Ela acaba entrando nisso para se sentir como parte de algo e acaba gostando de verdade da ideia toda. E por fim Dylan, que é o garoto rico que tem pouco reconhecimento da família. Ele tem uma paixão pela música semelhante ao de Jay mas suas motivações são diferentes de um jeito somente dele. Dylan não é de levar as coisas muito a sério até que se vê obrigado a isso e percebe que o que deve ser feito para poder se sentir bem principalmente consigo mesmo.



Confesso que mesmo achando legal a história ser de adolescentes algumas coisas também me incomodaram. É que sinceramente achei a mentalidade deles muito avançada, sabe? Eu não consigo comprar a ideia de que adolescentes consigam ser tão maduros e passar por situações que muitas vezes um adulto reagiria mal tão bem. Ok, é por volta dessa idade que toda a coisa com música começa e os problemas citados pela sinopse do livro também, mas as reações não são exatamente as mais esperadas. E existem alguns altos e baixos em relação a isso. Em certo momento eles agem como adultos e outros como crianças que são e fica aquela pequena confusão para o leitor compreender de verdade o personagem.

Bom, o livro tem continuação (eu não esperava por isso, não tinha prestado atenção nesse detalhe quando li a sinopse) e não sei o que esperar da sequencia. Neste o foco foi mostrar a realidade dos três jovens e suas relações com amigos, família e escola. E claro na formação das bandas para poderem ir na competição que se seguira. Dois dos protagonistas acabam se conhecendo em um determinado momento e uma amizade legal eu acho que vai surgir dai. Na verdade eu acho que os três podem se dar muito bem por mesmo tendo realidades diferentes existe alguma conexão além da música. A segunda metade do livro decorre de uma forma mais fluída do que a primeira, ainda mais com uma determinada aventura que Summer acaba tendo com suas amigas e toda a tensão da primeira batalha de bandas que elas participam.

O maior ponto negativo do livro é que ele é musical e existem referencias musicais nele que talvez quem não gosta do gênero (rock) não entenda ou não goste. Eu realmente gostaria de ter escutado de verdade Christine ou Ursos, Motos, Morcegos e Sexo (mesmo achando a letra das duas musicas bem chata, as vezes a sonoridade pode ser boa). Como eu não conhecia todas as bandas citadas no livro eu também fiz questão de acabar ouvindo uma ou duas musicas enquanto lia somente para tentar compreender melhor o que eles queriam dizer quando pedia algo especifico para ser feito nas composições. Então mesmo que você não goste com um pouco de esforço da para entender sobre a verdadeira sonoridade das bandas do livro.

Um comentário:

  1. Oie Sil, tudo bem?
    Não havia lido resenhas desse livro ainda, e fiquei super interessada! Eu sou apaixonada por música, e essa premissa das batalhas, os protagonistas com realidades tão diferentes, curti muito!
    Sua resenha ficou maravilhosa!

    Beijos,
    Ana | Blog Entre Páginas
    www.entrepaginas.com.br

    ResponderExcluir


Obrigada por comentar no Estilhaçando Livros. Se você tiver um blog deixa seu link que vou retribuir a visita com o maior prazer.